quinta-feira, 19 de março de 2009

A MÚMIA DE LENIN E A CORRUPÇÃO COMUNISTA

A literatura crítica sobre o comunismo tem um papel fundamental para a imaginação,
compreensão e intuição do comunismo concretamente. Em Animal Farm, de Orwell, o Velho Major, o porco sábio que enuncia a revolução dos bichos na
Granja do Solar, e que é morto pelo proprietário da mesma, Sr. Jones, é posteriormente
exibido pelos outros porcos, morto, aos demais animais como inspiração e preservação
do objetivo da revolução. A simplicidade da história de Orwell tem um poder de
esclarecimento do mecanismo do socialismo revolucionário impressionante. Ainda hoje, num mausoléu
em Moscou, aberto ao público, jaz o corpo de Lênin num esquife de vidro... melhor
dizer a múmia de Lênin.
Conservar o corpo morto do grande líder e criador da União Soviética Russa e conservar o
comunismo no poder são duas tarefas bizarras, que exigem certa disposição mórbida,
no sentido do grande psiquiatra e teórico da gênese das doenças mentais, Lipot
Szondi, disposição que age como um instinto psicopata no espírito de quem realiza esta
conservação.
Eu me explico:
O comunismo é uma ideologia que para ser realizada e estabelecida como governo
precisa destruir o arcabouço valioso legado pelas tradições religiosas, a família, a
propriedade privada, o autonomia do indivíduo, ou seja, precisa destruir o velho
homem para construir o novo.
Destruir não é sinonimo de corromper, porém, como o novo homem idealizado pelo
comunismo na Rússia seria um homem disposto a matar a oposição política, a torturar
para manter a obediência ao totalitarismo, a submeter um povo a todo tipo de
privações para manter-se no poder, etc., então não há alternativa a não ser
qualificar esta ideologia como corrupta, como uma moléstia que em vez de purificar,
entra no sangue e contamina todo o organismo, como um câncer, ou leucemia, que
atinge a raiz da estrutura do corpo humano e só lhe traz decadência. O corpo ou
múmia de Lênin vai continuar a corromper-se inevitavelmente como bem faz a lei da
natureza, assim como o comunismo vai continuar a corromper a natureza humana, porém,
tentando conservar uma imagem, um emblema que idealize exatamente o contrário.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Patriotas Comunistas (uma lealdade bonita)

Entre tantos fenómenos da sociedade humana, o mais paradoxal é certamente o socialismo, que é uma sombra do comunismo. É um ideal demoníaco que vive da destruição de toda ordem já estabelecida. É claro que toda ordem social, toda tradição, toda cultura precisa de reformas e críticas severas, até mesmo completa impugnação. Mas o comunismo é uma força universal absurda, que se furta constantemente das condenações que merece. O pior de tudo é estar cercado de sujeitos entusiastas desse pseudo fundamento de igualdade e democracia que é o comunismo. Há tanta literatura e documentos históricos e filmo gráficos disponíveis sobre o recente passado da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, de Cuba, de Fidel, de Lenin, Stálin, Trótsky, Guevara, e me impressiona que jovens estudantes de filosofia, letras, psicologia, história estampem em sua camisas os rostos desses homens que juntos mataram mais gente que a II guerra, só para impor seu "regime democrático". Há algo mais paradoxal, existe mais contra senso que isso? Tem gente que duvida!
A baixa estima por todos os valores que construíram a sociedade humana, tais como: família, religião, propriedade, respeito ao individual, etc., é um efeito não só do poder comunista degenerador sobre a sociedade, mas um efeito da própria fraqueza espiritual dos tempos modernos, quando nos curvamos a filosofias caricatas que transformam o conceito de ser humano em um objecto de valor contingente e até desprezível!
Intelectuais como Gramsci, Marcuse, Sartre, não sabem, de fato, o que é o homem, só sabem o que eles mesmos são: Homens de intelectualidade pervertida, embora possuidores de grande capacidade intelectual.

PS: Me abstive de escrever usando as novas normas de correcção ortográfica!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

MEU ENCONTRO COM OS CLÁSSICOS PARTE II

Como escrevi no texto anterior, é preciso, ao lermos um clássico de filosofia ou literatura, etc., que evoquemos a experiência descrita no livro para nossa experiência, ou seja, que sintamos profundamente, de espírito, alma e corpo, o que o autor diz nas linhas que escreveu. E vice-versa, que nossa experiência nos ajude a guiar nosso entendimento na leitura.Passei quase um dia inteiro caçando um trecho maravilhoso de não sei qual autor, se Mário Ferreira dos Santos, ou Platão, no qual havia uma descrição exemplar da perspectiva do filósofo, da relação complementar entre experiência e razão.Tal trecho, que não consegui encontrar novamente entre meus livros, e que agora evoco na memória, dizia sobre um viajante que se deparasse pela primeira vez com a imagem distante de uma cidade. Esta imagem da cidade como um todo que ele tem diante de si, como todos os seus detalhes, é, a princípio, caótica, por estar este mesmo viajente ignorante do sua real amplitude, dos lugares que as coisas ali ocupam, do que acontece ali, de quem nela vive, de sua cultura e seus costumes, etc., está lhe faltando a experiência desta cidade, tal como vemos num cartão postal o retrato de uma cidade desconhecida para nós, da qual só conhecemos uma imagem geral e abstrata.Pois bem, este viajante prossegue seu caminho e decide entrar na cidade e estando já dentro dela tem percepção de seu real tamanho, da estrutura das casas, do tipo de gente que nela habita, da estrutura social e política, dos seus costumes, tradições e culturas. Ao sair da cidade e ao olhá-la novamente desde aquele mesmo ponto de vista espacial anterior, ele a contempla com todos os seus detalhes e ela já não lhe é mais uma imagem caótica e sim clara. De longe, agora, ele pode apontar para seus detalhes e explicar para si e para os outros o que se passa por ali. Sua idéia da cidade está agora completa e organizada pois experiência e a razão juntaram-se e formaram um conhecimento de seu objeto.Ao lermos uma literatura clássica, o Vermelho e o Negro de Stendhal por exemplo, nos deparamos com o primeiro capítulo de seu primeiro livro, UNE PETITE VILLE, uma pequena vila, que ocupa três páginas e meia escritas. É um capítulo extremamente simples, que descreve exatamente o exemplo acima, pois faz uma descrição física, espacial, cultural e política da pequena vila Verrières, apontando suas casas, suas colinas, rios, ponte, camponeses, madeireiras, a fábrica de pregos do prefeito, a prefeitua, a mansão do gentil homem, a maravilhosa paisagem da vila vista desta mansão, etc., ou seja, todos elementos que vão compor esta grande e trágica história estão contidos num pequeno texto de três páginas e meia, mesmo que seu personagem principal não esteja ali descrito individualmente, ele faz parte da massa de camponeses, mas vai se destacar. Este primeiro capítulo é como uma semente que contém em si a pontência de gerar uma floresta inteira. Se prestarmos bastante atenção a ele, vemos que é a fonte de uma história que chega até à revolução de 1830 na frança, dentro da qual estará Julian Sorel, o camponês que começou a trabalhar para o prefeito, entre outros eventos, que em torno deste personagem, principalmente, se expandem publica e moralmente. Acredito que este primeiro capítulo sirva como meio de ajudar qualquer pessoa que queira entender as circunstãncias e o meio em que vive, dando lhe a chance de perceber e descrever os elementos que compõe seu meio, e a partir de então perceber suas tendências culturais e políticas.Ora, qualquer professor de faculdade iria apenas descrever Stendhal como um narrador onisciente, que age como o deus da história, prevendo os fatos e determinando os acontecimentos. Mas eu prefiro ver este clássico como um belo instrumento exemplar de interpretação do mundo e do ser humano.O narrador onisciente, ou deus da história, compartilha de seu poder com seus leitores mais modestos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Meu encontro com os Clássicos - parte I

Já dizia o filósofo Franz Brentano, estudioso de Aristóteles, que somente quem chega ao conhecimento do fundamento essencial de uma coisa pode dar uma explicação conclusiva dela!
Eu ainda não cheguei à explicação conclusiva de coisa alguma, portanto, só posso falar sobre o que aprendi até aqui!


No meu entender o que é mais importante na leitura de um clássico, seja literatura ou filosofia, psicologia ou história, etc., é a capacidade de o leitor nele reconhecer a si mesmo, ou seja, de poder relacionar o que está lendo com algum acontecimento anterior de sua vida, ou de reconhecer algum valor em que acredita, ou até inteligir uma verdade da qual não tinha conhecimento.

Em todo bom livro selecionamos trechos que parecem falar por nós.

No primeiro Canto do Inferno, da Divina Comédia de Dante, quando este se encontra perdido na floresta, e logo depois tem seu caminho tolhido pelo encontro com três feras, Pantera, Leão e a Loba que representam respectivamente a Luxúria, a Soberba e a Avareza, o primeiro passo que procuro dar é o de entender que Dante, envolvido nos problemas políticos e religiosos de seu tempo e sendo um homem consciente da natureza humana, tem um encontro consigo mesmo. É como se, no primeiro canto, ele padecesse dentro de si ao reconhecer que aqueles vícios e paixões humanas fazem parte não só dos condenados que estão naquele lugar, mas dele mesmo. Ele, Dante Alighieri, é um ser humano que tem tantas chances quanto qualquer desventurado ali de se perder nos vícios e paixões humanas, e ser arrojado ao inferno.
Portanto, meu primeiro esforço de entendimento disso é de tatear em meu interior a fim de encontrar alguma experiência parecida, ou buscar reconhecer estas forças anulantes dentro de mim, para então poder seguir o caminho com ele.

FIM DA PRIMEIRA PARTE

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Meu objetivo intelectual

Desde que comecei minha vida intelectual, em 1999, sempre a minha intenção no estudo da filosofia e ciências humanas foi a de fazer um máximo de reconhcimento do que leio em minha experiência na vida. Sempre busquei trazer o conteúdo de minas leituras para meu coração. Sempre procurei me tornar íntimo das intenções dos autores e dos sábios a fim de verificar se de fato tudo o que leio e toda a informação que adquiro aponta para algo existente dentro de mim, da minha história e da minha memória.
Quando comecei a estudar com esforço sério nunca deixei de estar consciente de que os estudos servem para esclarecer a mim, o mundo e minha relação com o mundo.
Tive a sorte, ou fui abençoado com a oportunidade de conhecer mestres tais como: Olavo do Carvalho, Mario Ferreira dos Santos, Heitor de Paola, Luciane Amato, minha querida tia Simone, etc...
Graças a esta gente eu pude realizar uma vida intelectual que cada vez mais me torna presente ao mundo, e consciente de Deus!

Aborto (irresponsabilidade)

A seguir disponibilizo uma carta que escrevi a um jornal acadêmico da PUCPR.

Bom dia!Sou um leitor do Jornal Comunicare a algum tempo. Já escrevi aos responsáveis por este pequeno órgão de comunicação, aqui na PUCPR, fazendo críticas, sugestões e, na última vez, elogiando um artigo.Gostaria de fazer alguns comentários e sugestões a respeito do artigo: Aborto fácil no centro de Curitiba, da edição de outubro, ano 12, nº 156, 2º ano de jornalismo PUCPR.A questão é a seguinte, eu li o artigo várias vezes e percebi o que já venho percebendo em discussões de organizações pró-abortistas, tais como: CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria Brasília, CDD – Católicas pelo Direito de Decidir, etc., mas o que me impressionou mais, neste artigo de responsabilidade de Francieli Santos, Iara Maggioni, Tabata Viapiana, foi a omissão ou indiferença ao direito à vida de quem sofre o aborto, que é a criança concebida, que é arrancada do útero das senhoritas que se decidem pelo aborto. Gostaria de chamar a atenção para o problema surgido com a Lei de Biossegurança(Lei 11.105 de 24 de março de 2005), sancionada pelo presidente Lula e que mantém intacto o art. 5º, que permite a destruição de embriões humanos. No dia 30 de maio de 2005, o então Procurador Geral da República Dr. Cláudio Fontelles ajuizou a Ação Direta de inconstitucionalidade nº 3510, contra o art.5º da Lei de Biossegurança, Lei nº11.105/05, que permite a destruição de embriões humanos para fins de pesquisa. Gostaria também de chamar a atenção para o famoso pacto internacional, agregado em 1992 à constituição brasileira, e infelizmente pouco observado, que é o Pacto de São José da Costa Rica, que considera pessoa, com personalidade jurídica, todo nascituro a partir da fecundação. Talvez vocês conheçam um site especializado em questão médicas e, portanto, de saúde, de título: Associação Nacional pró-vida e pró-família, que dispõe vários textos especializados sobre o tema aborto, educação sexual, AIDs, etc., do qual cito um trecho de um texto que é uma declaração da Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires:"...terminar deliberadamente com uma vida humana é inaceitável. Representa um ato contra a vida, pois a única missão de qualquer médico é proteger e promover a vida humana, nunca destruí-la. Esta convicção está guardada na cultura mundial e mui notavelmente no Juramento Hipocrático. Sendo o direito à vida o primeiro dos direitos personalíssimos, toda legislação que autorize o aborto é uma negação destes direitos e, portanto, da própria medicina".Há muitos argumentos em favor do aborto noticiados pela mídia nacional como um todo, mas pouco é noticiado, nesta mídia sensacionalista, sobre a defesa da vida contra o aborto. Isto já virou um senso tão comum, que é possível falar sobre métodos abortivos com muita naturalidade, como se se trata-se de um assunto banal. Talvez esta situação seja a famosa banalização do mal, descrita por Hanna Arendt.Muito me assustou a índole do comentário da tal estudante, com pseudônimo de Julia Cardoso: "Eu tomei o remédio(CYTOTEC) porque eu não queria ter um filho. Desde então, ajudo quem eu puder, dando informações corretas sobre o uso do remédio, aonde comprar, os cuidados necessários, os riscos do uso incorreto, dos golpes, etc." Por mais que a intenção desta pessoa seja evitar a gravidez, o problema é que é só o assunto pró-aborto que recebe atenção. De fato, muitos dos casais jovens, hoje, estão preocupados apenas com um bem estar próprio. Não há mais estima pelo que é um bem em si, que seria um filho, estão coisificando o ser humano, tornando-o algo descartável. Um casal que transa e a companheira vem a ficar grávida tem, evidentemente, a responsabilidade e o compromisso com esta criança que foi concebida. Eu tenho uma filha de 14 anos, eu tinha 17 anos quando a tive. Minha companheira tinha 21. Eu era desempregado e ela trabalhava como caixa de supermercado e jamais passou pela nossa cabeça fazer aborto. Os jovens de hoje parecem estimar bastante os prazeres sexuais, uma vida bastante livre de compromissos adultos, livre de ter alguém para amar e criar. Não confio na índole dos jovens da minha geração. As pessoas que conheço e que fizeram aborto são pessoas de má índole, que estão sempre a procura de vantagem pessoal, seja abortando, seja roubando, seja mentindo o tempo todo.Tal como a Eutanásia, idéias abortistas foram defendidas na Alemanha nazista, pelo Partido Nacional dos Trabalhadores Alemães, fundado por Adolf Hitler. Segundo um grande filósofo do século XX, este mesmo século foi o século de maior proliferação de doenças espirituais. Acredito. Gostaria de sugerir a leitura de um artigo muito bom, escrito por uma biomédica, pesquisadora em biologia molecular pela Universidade Federal de São Paulo(Unifesp), de título: "Aborto: liberdade feminina para escolher a própria morte", disponível no site já citado: http://www.providaanapolis.org.br , no qual vocês poderão encontrar muito material importante sobre aborto, e que não pode ser ignorado, principalmente por quem pretende escrever sobre o assunto num jornal. No mesmo artigo acima citado há pesquisas e estatísticas que demonstram uma tendência a maus tratos infantis decorrentes do aborto, seja nas mulheres que o fazem, seja como idéia defendida socialmente. É lógico tudo isso.Outra doutora, no mesmo site, Dr. Alice Teixeira, que escreveu: " A origem da vida do ser humano e o aborto" comenta sobre um estudo realizado em 2004 pela Universidade de São Paulo em mulheres estupradas e que conceberam uma criança: "Quanto às vítimas de estupro, que já sofreram um ato de grande violência, não tem cabimento se propor outro ato de igual violência, como o aborto".Lembremos os casos de anencefalia, tais como o pouco e tristemente noticiado pela TV brasileira, que é o caso de Marcela de Jesus Ferreira, nascida e batizada na Santa Casa de Patrocínio Paulista(sp), no dia 20 de novembro de 2006, e que sobreviveu 1 ano, 8 meses e 12 dias de nascida, muito ricamente documentado pelo Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, no mesmo site acima citado. Há um documento do Comite Nacional de Bioética que prova que os fetos anencefálicos respondem a estímulos de dor na vida uterina. E a menina Marcela respondia a todas as sensações normais de uma criança normal. E sua morte foi por outras causas, não por complicações decorrentes da anencefalia. Ou seja, talvez vocês pudessem observar estas informações e verificar qual a intenção do artigo do Jornal Comunicare de título: Aborto fácil no centro de Curitiba. É apenas uma denúncia, que não pretende entrar no mérito da discussão séria sobre o aborto no Brasil? ou é um artigo para defender o aborto seguro? De qualquer maneira aborto é assassinato!Não gostei também da pequena tira sobre aborto, que cita o tão furado art. 128 do Código Penal, e a mal intencionada organização não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir(CDD), pois esta organização, fundada nos Estados Unidos, a famosa "Catholics for a Free Choice" (CFFC), pela sua mestra Sr. Kissling, possui no seu rol de atos absurdos, publicados numa revista chamada "Consciência", odes a Lúcifer, e se derretem de adoração explícita ao ídolo bíblico Baal, chamando-o "o Senhor". E ainda dizem que o aborto não é matéria de direito canônico, quando há o cânone 1.398 do Código de Direito Canônico que condena à excomunhão a mulher que faça aborto. Leiam o artigo: Católicas, uma ova! Do grande professor e filósofo Olavo de Carvalho em seu site: http://www.olavodecarvalho.org/semana/050430globo.htm Sou a favor do aborto de quem defende o aborto, assim como sou a favor da Eutanásia de quem defende a Eutanásia!